sábado, 3 de dezembro de 2011

A ordem e o matrimônio

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
A ORDEM E O MATRIMÔNIO
A ordem
A Ordem e o Matrimônio são os sacramentos a serviço da comunhão e da missão, eles contribuem em particular para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros.
O sacramento da Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos seus Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até o final dos tempos. "Somente Cristo é o verdadeiro sacerdote; os outros são os seus ministros" (Santo Tomás de Aquino).
O sacramento da Ordem é composto de três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato. A Ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da Ordem, faz do bispo o legítimo sucessor dos Apóstolos, ao bispo é confiada a igreja particular. A ordenação presbiteral torna capaz de agir no Nome de Cristo Cabeça, sendo cooperador da Ordem episcopal, consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar, sobretudo a Eucaristia.
Na ordenação diaconal, o diácono é ordenado para o serviço da Igreja, que ele exerce sob a autoridade do bispo, a respeito do ministério da Palavra, do culto divino, da orientação pastoral e da caridade. Sendo o diaconato transitório, isto é exercido por um curto período até a ordenação presbiteral, no diaconato permanente isto deve ser exercido por toda a sua vida.
O sacramento da Ordem é conferido mediante a imposição das mãos sobre a cabeça do ordenando por parte do bispo, que pronuncia a solene oração consagradora. Pode receber este sacramento e apenas o batizado de sexo masculino. Atualmente religiões distintas da católica e que se dizem modernas, conferem ministérios a mulheres, tendo presbíteras e bispas, mas isto sequer se assemelha ao sacramento da ordem, pois para que ele seja realizado e necessário a sucessão apostólica, a imposição das mãos de um sucessor dos apóstolos.
Para o episcopado é sempre exigido o celibato. Para o presbiterado, na Igreja latina, ordinariamente escolhem-se homens crentes, que vivem como celibatários e que têm intenção de manter-se no celibato "pelo reino dos céus".
Os seminaristas devem receber uma boa formação quanto ao estado do celibato, pois se unem a Deus com um amor indiviso, renunciando a vida conjugal por causa do reino dos céus. Estas vocações devem ser preparadas para que saibam integrar essa renuncia ao matrimonio, tendo assim maior domínio de seu corpo e alma.
O verdadeiro chamado de Deus para o sacerdócio requer que se renuncie a uma família para que se possa abraçar uma multidão. “quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do senhor, de como agradar ao senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar a sua esposa” (I Cor. 7, 32-33).
“Todos os ministros ordenados da Igreja latina, com exceção dos diáconos permanentes, normalmente são escolhidos entre os homens fieis que vivem como celibatários e querem guardar o celibato.[...]Chamados a consagrar-se com indiviso coraçao ao senhor e a “cuidar das coisas do senhor”. Entregam-se inteiramente a Deus e aos homens”( CIC. 1579).

O Matrimônio
Deus criou o homem e a mulher e chamou-os ao matrimônio unindo-os numa só carne. O Matrimônio é indissolúvel, está dirigido à comunhão e ao bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos. "Maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a Igreja" (Ef 5,25).
O Matrimônio não é uma obrigação para todos. Em particular Deus chama alguns homens e mulheres a seguir o Senhor, estes renunciam ao Matrimônio para se preocupar com as coisas do Senhor e procurar agradar-lhe.
Para tornar válido Matrimônio, deve haver consenso, consciente e livre, não determinado por violência ou constrangimentos. O sacramento do Matrimônio gera entre os cônjuges um vínculo perpétuo e exclusivo e por isso  o matrimônio deve ser algo assumido com responsabilidade pois o sacramento a ser realizado é indissolúvel. Atualmente em nossa sociedade o sacramento do matrimonio está desvalorizado, muitos casais passam a conviver juntos sem a realização deste sacramento.
Os pecados gravemente contrários ao sacramento do Matrimônio são: o adultério; a poligamia, visto que contradiz a igual dignidade entre o homem e a mulher, a unicidade e a exclusividade do amor conjugal; a rejeição da fecundidade, que priva a vida conjugal do dom dos filhos e o divórcio, que transgride a indissolubilidade deste sacramento.
A Igreja aceita a separação física dos esposos quando a coabitação deles se tornou, por motivos graves, impossível, mas estes não podem contrair novo matrimônio a menos que seu matrimônio seja nulo.
A Igreja não pode reconhecer como Matrimônio a união dos divorciados recasados civilmente. "Se alguém repudia sua mulher se casa com outra, é adúltero com respeito à primeira; e se a mulher repudia seu marido e se casa com outro, ela é adúltera" (Mc 10,11-12). Estes não podem receber a absolvição sacramental nem a comunhão eucarística, porem devem ser acolhidos nas comunidades e podem atuar com cargos na mesma, contribuindo com a evangelização, mas com suas limitações.
Mediante os casais de segunda união deve haver uma catequese que os coloque a par de sua situação e de que funções podem desempenhar apontando o porquê que estes não podem ser padrinhos de batismo, justificando que eles devem ser exemplo e não um contraexemplo para os “afilhados”.
 A família cristã é chamada também de Igreja doméstica porque a família manifesta e realiza a natureza de comunhão e familiar da Igreja como família de Deus. Cada membro, segundo o próprio papel, exerce o sacerdócio batismal, contribuindo para fazer da família uma comunidade de graça.
Devem-se valorizar assim as famílias e incentivar mais a sua união, pois muitas famílias vão se desestruturando pela falta de dialogo entre marido e esposa e entre pais e filhos, muitas vezes um momento de convivência familiar ou até de oração na família é substituído por momentos individuais diante do computador ou da televisão.